Você também tem sua parcela de culpa nessa encrenca.
“No frio saem do guarda-roupa os edredons e as malhas de lã, que,
guardados há meses, são verdadeiros focos de pó, ácaros e fungos”,
acrescenta a pneumologista Iara Fiks,
do Hospital São Luiz, também em São Paulo.
do Hospital São Luiz, também em São Paulo.
Antes de mais nada, vale esclarecer o que acontece no
seu corpo durante o processo alérgico. “Trata-se apenas de uma reação
exagerada do sistema imunológico contra uma substância que
potencialmente não é agressiva”, explica Fábio Castro, professor de
imunologia clínica e alergia da Universidade de São Paulo (USP).
Traduzindo: mesmo que um grão de pólen de uma flor não seja um inimigo
implacável e perigoso, as defesas de seu corpo lutarão bravamente para
combatê-lo. Nessa guerra contra o invasor, entra em ação um anticorpo
chamado imunoglobulina E, que passa a ser
produzido em grande quantidade. “Ao tentar expulsar o agente alérgeno, ele faz com que as células liberem no sangue elementos químicos como a histamina, que deflagra os sintomas desagradáveis”, diz Deheinzelin.
produzido em grande quantidade. “Ao tentar expulsar o agente alérgeno, ele faz com que as células liberem no sangue elementos químicos como a histamina, que deflagra os sintomas desagradáveis”, diz Deheinzelin.
Existem dois tipos de alergias respiratórias. Uma
delas é a famosa rinite, que ocorre quando a área afetada é a mucosa
nasal. Os sintomas típicos são espirros, obstrução e coceira no nariz (e
às vezes ardor e vermelhidão nos olhos). A outra é a asma,
conhecida como bronquite ou bronquite asmática: nesse caso a batalha se
localiza nos brônquios,
os dois canais que se ramificam nos pulmões. Saldo do conflito: tosse, falta de ar, chiado ou aperto no peito. “Entre 10% e 15% da população tem asma. Já a rinite aflige de 30% a 40% das pessoas”, estima Elie Fiss, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina do ABC. O pior de tudo é que, não raro, as duas doenças aparecem associadas em um só pobre coitado. “Cerca de 80% dos pacientes asmáticos têm quadros de rinite e em 20% dos casos a rinite pode evoluir para asma”, afirma Fábio Castro.
os dois canais que se ramificam nos pulmões. Saldo do conflito: tosse, falta de ar, chiado ou aperto no peito. “Entre 10% e 15% da população tem asma. Já a rinite aflige de 30% a 40% das pessoas”, estima Elie Fiss, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina do ABC. O pior de tudo é que, não raro, as duas doenças aparecem associadas em um só pobre coitado. “Cerca de 80% dos pacientes asmáticos têm quadros de rinite e em 20% dos casos a rinite pode evoluir para asma”, afirma Fábio Castro.
As causas do problema ainda não foram totalmente
elucidadas, mas o fator hereditário pesa bastante. “Todo mundo tem 15% a
30% de risco de desenvolver uma alergia respiratória. Caso um dos pais
tenha a doença, a probabilidade
aumenta para 50%. Se o pai e a mãe forem alérgicos, sobe para 75%”, avisa Castro. Segundo Elie Fiss, infecções virais, problemas digestivos (como refluxo) e alterações emocionais também estão associados ao problema.
aumenta para 50%. Se o pai e a mãe forem alérgicos, sobe para 75%”, avisa Castro. Segundo Elie Fiss, infecções virais, problemas digestivos (como refluxo) e alterações emocionais também estão associados ao problema.
Com tantas substâncias alérgenas à solta por aí – pó,
pêlos de bichos, asas de insetos, substâncias escondidas nas fórmulas de
perfumes e produtos de limpeza –, a recomendação é procurar um
especialista para descobrir o vilão invisível que atormenta sua vida. “O
exame de sangue de dosagem de imunoglobina E específica consegue
identificar
a presença do anticorpo relacionado a determinado fator”, ensina Castro. Também há um teste feito na pele em que extratos diluídos de alérgenos são aplicados em um arranhão superficial no braço para checar a qual substância o organismo reage.
a presença do anticorpo relacionado a determinado fator”, ensina Castro. Também há um teste feito na pele em que extratos diluídos de alérgenos são aplicados em um arranhão superficial no braço para checar a qual substância o organismo reage.
Geralmente a crise alérgica começa a dar as caras
entre 5 e 20 minutos depois do contato com o agente alérgeno. Segundo o
médico Fábio Castro, após seis a oito horas o paciente pode voltar a
manifestar sintomas. As alergias respiratórias são tratadas com
medicamentos como corticóides tópicos (aqueles sprays nasais) ou
inalatórios, antihistamínicos injetáveis ou administrados por via oral)
ou broncodilatadores (inaláveis, orais ou injetáveis). “A imunoterapia,
popularmente
conhecida como vacina contra alergia, costuma apresentar excelentes resultados”, garante Castro. “O tratamento consiste na inoculação do extrato diluído do alérgeno ao qual a pessoa é sensível, por meio de injeção, em doses que aumentam gradativamente com o objetivo de reduzir a sensibilidade a ele.”
conhecida como vacina contra alergia, costuma apresentar excelentes resultados”, garante Castro. “O tratamento consiste na inoculação do extrato diluído do alérgeno ao qual a pessoa é sensível, por meio de injeção, em doses que aumentam gradativamente com o objetivo de reduzir a sensibilidade a ele.”
Para afastar da sua frente as substâncias indesejáveis
que fazem você se acabar em espirros, é importante evitar as situações e
os ambientes favoráveis à sua presença. Se você e seu médico já
descobriram o invasor que detona suas vias respiratórias, entre em
guerra contra ele. Veja a lista dos principais agentes alérgenos:
Ácaros e fungosdo armário seus cobertores e roupas de frio e mantém a casa fechada. Como combatê-los: abra as janelas e deixe
os ambientes bem ventilados. Lave casacos, malhas de lã e roupas de cama e deixe-os no sol antes de usá-los. Forre o colchão com uma capa antialérgica de tecido, encontrada em lojas de artigos de cama, mesa e banho. Se possível, evite
ter tapete no quarto. Aposente o espanador de pó, pois ele só espalha a poeira. Existem também à venda fungicidas e acaricidas em spray, que combatem esses microorganismos.
Pêlos de animais
Opte por raças de pelagem mais curta, que perdem menos pêlos. Não deixe o bicho dormir na sua cama e dê banho nele com freqüência (uma vez por semana é suficiente). Lave as mãos depois de brincar com o animal ou pegá-lo no colo e não deixe que pêlos fiquem presos à roupa. Estudos apontam que animais castrados produzem menos substâncias alérgenas para o homem.
Pólen
Resto de insetos
Perfumes e produtos de limpeza
sem aromatizantes, que são as substâncias que costumam deflagrar a alergia.
FONTE MENSHEALTH
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